Entrevista: Julianna Costa, autora

segunda-feira, abril 11, 2016

Sucesso nos sites de fanfics, Wattpad, Amazon e nas livrarias, Ju Costa é um dos nomes que chama muita atenção nessa nova geração de autores.
Criadora de personagens cativantes e totalmente apaixonantes, a moça se mostrou tão fofa quanto realmente parece ser e bateu um papo com a gente, vem ver!

Primeiro de tudo: quem é Julianna Costa?
Uma pessoa meio caótica que gosta tanto de escrever que deu um jeito de por ordem no caos! =D

Bom, você começou escrevendo fanfics, certo? O que te levou a isso?
Na verdade, foi o caminho oposto. Eu comecei escrevendo livros e tentando publicar. Aí uma amiga sugeriu que, enquanto eu escrevia novas histórias, deveria ir postando em sites de fics. Gostei tanto que viciei hahah

E depois das fanfics, qual foi o momento que você decidiu enviar suas histórias para uma editora e transformá-las em livros?
Como eu fiz o caminho inverso, eu estava sempre enviando para editoras e vendo o que acontecia. =)

Qual é a dos seus personagens estarem sempre interligados? 
Eu gosto de fazer pequenas brincadeiras para aquele leitor que acompanha todas as histórias poder identificar aspectos a mais. E é sempre divertido trazer de volta alguns personagens que os leitores mais gostaram e experimentar eles em outros cenários. Mas talvez, no fundo, seja só minha dificuldade em me despedir deles hahah

Você se inspira em que na criação dos personagens? A Dom e a Mina, por exemplo, são totalmente opostas, de onde veio a ideia de uma mulher totalmente forte e independente e, paralelamente, de uma virgem que vai se descobrindo aos poucos? 
Cada personagem, cada história, surge de um jeito diferente, por um motivo diferente. A Dom foi uma vontade de fazer o contrário da Nahia e ser uma mulher forte demais que encontra alguma gentileza. Já a Mina surgiu porque eu queria escrever uma história sobre uma personagem virgem. Ela foi montada em cima das necessidades da história e depois eu segui a partir daí.

Você sentiu medo da reação da sua família quando lançou seus livros? Ou da reação das pessoas a sua volta? Como foi isso? 
Não. Eu sei que isso é um problema verdadeiro para muitas pessoas que escrevem o gênero, mas para mim, nunca foi. Minha família e amigos são todos muito liberais. Alguns mais do que eu, até hahaha Então, sempre foi bem aceito. Eu recebi mais reações negativas da minha família pela minha decisão de abandonar o diploma de direito e escrever do que pelo estilo erótico em si.

Qual a dica que você daria para quem morre de vontade de lançar um livro no segmento adulto, mas que tem medo do preconceito que pode rolar ou vergonha?
Se é algo que você quer de verdade, o preconceito existe para ser quebrado. Conheço histórias de várias autoras que tiveram que enfrentar muitas dificuldades sociais por causa de sua decisão de escrever eróticos. Todas elas transcenderam e nenhuma delas se arrepende! Mas eu recomendo pensar com cuidado: se é algo que você quer de verdade, vai valer a pena. Dificuldades existem para serem superadas. Mas se é algo que você não quer tanto assim, eu lhe diria para amadurecer a ideia, porque a literatura erótica ainda sofre muito preconceito.

Como leitora assídua, indico e falo muito bem dos livros! 
Se você ainda não leu nenhum, tá perdendo tempo! Tá mais do que na hora de conhecer a Dom, Mina e a Niah, que até foram mencionadas durante a entrevista. 
E claro, Ryker... Ah, Ryker... 
Não vou falar mais nada porque sempre acabo soltando spoiler HAHA então, espero vocês lerem Sem Vergonha, 4 Semanas de Prazer e 23 Noites de Prazer e depois virem me contar o que acharam!

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