Especial Halloween: Dotim, Dotim, Dotim Dom. E agora é sua vez.

quarta-feira, outubro 29, 2014
“Na noite passada eu sonhei com uma garota, Gail era seu nome, no sonho ela me contou uma história, um tanto quanto estranha, e eu decidi compartilha-la com vocês.

"Tudo começou em dezembro de 1992, quando eu e meus pais mudamos para outro bairro.
Tudo estava ótimo, escola nova, bairro novo, casa nova. Estávamos recomeçando depois  da demissão repentina que o meu pai teve, ele conseguiu um novo emprego, mas esse não permitia que ele ficasse conosco por mais de três dias, ele estava sempre na estrada, sempre viajando.
As coisas estavam realmente boas, finalmente estava tudo dando certo, a nova escola era boa, a casa era enorme e tinha várias tralhas antigas. Em uma noite enquanto eu fazia uma expedição pela casa, achei um brinquedo que realmente chamou a minha atenção, era uma caixa de música, que funcionava se você desse corda, parecia ser uma daquelas bugigangas que se usavam para colocar crianças pra dormir, tentei fazê-la funcionar mas ela parecia estar com defeito, então eu à deixei de lado, iria concertá-la em outra hora.
No dia seguinte no caminho da escola uma senhora apareceu na minha frente e disse 'Você  achou o brinquedo dele, porque você fez isso? Não dê corda mais uma vez, fuja enquanto ainda há tempo. Você já chamou-o por uma vez, ele só atende ao terceiro chamado, não o invoque.', eu sai de perto dela o mais rápido possível, não sabia do que ela estava falando, e nem que brinquedo era esse, mas suas palavras ficaram em minha mente. Naquela noite quando cheguei em casa eu tentei concertar a caixa, mas não consegui.
Três dias depois aquela senhora havia sido assassinada brutalmente, cortaram sua garganta e arrancaram-lhe a língua, não sei quem seria capaz de fazer uma coisa daquela a uma pobre senhora, mas preferi não falar nada e deixar a polícia fazer seu trabalho. Fora isso nada de anormal aconteceu. As coisas começaram a ficaram estranhas mesmo 4 meses depois. Toda noite quando davam três horas da manhã, eu escutava alguém jogando pedras em minha janela, e três batidas na porta. Três semanas depois, eu comecei a ter alguns sonhos estranhos; no sonho eu via meus pais morrerem de diferentes modos. Aqueles sonhos estavam me assustando, eles eram muito reais. Sete dias antes de tudo acontecer eu sonhei apenas com meu pai, ele estava amarrado a
alguma coisa, parecia ser a uma enorme pedra, ele estava me pedindo socorro, e então em seu ultimo suspiro antes de morrer, ele disse 'Fuja!'. Eu levantei em um pulo, e então as batidas na porta começaram, mas, dessa vez, ao invés de escutar pedras sendo jogadas na janela, eu escutei como se alguém estivesse passando as unhas no vidro, como se estivesse arranhando.
Depois desse dia eu não sonhei mais com meu pai, os meus sonhos mudaram; agora eu sonhava com um homem vestido todo de preto, eu nunca conseguia ver seu rosto, ele usava um sobretudo preto, um chapéu, e andava com uma bengala. Ele estava sempre andando em minha direção, e a cada noite ele chegava mais perto. Nas últimas três noites ele começou a cantar uma musica assustadora, mas a cada noite a letra mudava, e eu nunca conseguia escutar a música direito, até a noite passada. Na noite passada eu consegui escutar toda a música, ela era como um trocadilho, ela dizia assim 'Dotim, Dotim, Dotim Dom. Seu pai morreu, sua mãe morreu. Dotim Dotim Dotim Dom. Se eu quero, eu tenho. Dotim Dotim Dotim Dom. Não fuja, não se esconda porque eu vou te achar. Dotim Dotim Dotim Dom. Sua alma é minha, pobre criança. Dotim Dotim Dotim Dom.', e então eu acordei com minha mãe me chamando, e avisando que já estava indo para o trabalho, ela era enfermeira, e iria fazer plantão noturno no hospital em que trabalhava, mas antes de sair ela viu a caixinha de música, e deu corda nela. Nesta noite não houve batidas na porta, ou alguém arranhando a janela, apenas o silêncio absoluto.
No dia seguinte eu não vi minha mãe chegar do trabalho, então achei que ela tinha ficado de plantão pelo dia também. Como naquele dia eu não iria ter aula, eu passei o dia no quarto, lendo. Por volta das seis da tarde eu fui dormir um pouco, e deixei a porta destrancada caso minha mãe chegasse. E então eu sonhei novamente, o mesmo sonho, a diferença é que essa noite a voz dele estava um pouco mais demoníaca que antes, e ele parecia estar animado.
Eu acordei, e a caixinha de música começou a funcionar, e ela tocava a mesma música que o homem do sonho cantava, e então começaram a bater na porta, bater não, esmurrar, três socos seguidos, parava e começava tudo de novo, logo depois começaram a arranhar a janela, tentei levantar mas não conseguia me mexer. Eu estava com medo, não sabia o que fazer, queria sair dali, mas estava com medo do que iria encontrar caso saísse. E aquela musica, junto com as batidas e o barulho insuportável que vinha da janela me deixavam cada vez mais nervosa e apavorada, mas então eu lembrei que minha mãe podia chegar em casa a qualquer momento, e foi com esse pensamento que, finalmente, consegui me mexer e sair daquela cama. Quando sai do quarto, eu já não me encontrava mais em minha casa, mas em um tipo de bosque, um bosque deserto, com balanços, gangorras, e alguns banquinhos. Lá fora a música era ainda mais alta, e ao fundo eu podia ouvir umas risadas demoníacas, e algumas vozes de crianças gritando 'Corre, corre! Ele vai te pegar. Não se esconda, pois ele vai te achar.', eu entrei em desespero e sai correndo, até que dei de cara com um enorme muro, e nele estava escrito, com sangue, 'Dotim, Dotim, Dotim Dom. Seu pai morreu, sua mãe morreu. Dotim,
Dotim, Dotim Dom. E agora é sua vez. Dotim, Dotim, Dotim Dom.', quando me virei, pronta pra fugir, eu vi ele, seus olhos eram vermelhos como brasa, e tão raivosos que poderiam ficar em chamas a qualquer minuto, seus dentes pareciam serem feitos de lâminas, e ele tinha um sorriso satânico em seu rosto; Fora isso, ele tinha a aparência de um senhor de idade avançada, usava um sobretudo preto, um chapéu, era um pouco curvado e se segurava em uma bengala.
Era ele, ele era o homem dos sonhos, o homem com quem eu vinha sonhando nas últimas três noites, e a única coisa que consegui falar foi 'Meu Deus', ele deu uma risada demoníaca e disse 'Deus?! Deus não esta aqui criança, daqui ele não consegue te ouvir. O que foi?! Você achou o meu brinquedo, me invocou, e não aguenta as consequências? Eu esperava que esse jogo fosse mais divertido.', foi então que eu entendi tudo, era dele e do brinquedo dele que
aquela senhora - agora morta - falava. Aquela mensagem no muro era pra mim, e aquele era o sangue dos meus pais. 'O - O que é - é vo - você?' eu perguntei, ' Eu? Ah criança, eu tenho muitos nomes, Pesadelo; Bicho-Papão; Monstro do guarda-roupa; Demônio; Devorador de Almas, mas o meu preferido é Homem dos Sonhos. Sabe por que? Porque as pessoas acreditam que o Homem dos Sonhos é uma boa pessoa, e, sabe, eu já fui bom um dia, eu era puro, mas então eu provei do mal. Eu não sabia quanto mal existia no mundo, não sabia que o mal era tão forte, eu não sabia a imensidade dos meus poderes, e da minha força. Sabe criança, é o mal que governa o seu mundo, o seu e o meu, e eu apenas me entreguei a ele, você não sabe como aqui é bom e divertido. Você sabia que eu faço as crianças, crianças como você, terem bons sonhos - é, mesmo com toda a minha maldade, eu continuo sendo o homem dos sonhos - e depois os esmago, transformo-os em pesadelos. E, oh, elas sentem tanto medo, são seus medos que me alimentam; seus medos, e suas almas. E agora você é a minha nova vítima, meu novo lanche.'. E
então tudo se apagou."
Ao final da história eu não sabia mais o que era, e o que não era, real. Assim que terminou de contar a sua história, Gail sumiu e me deixou com muitas perguntas, e nenhuma resposta. Então eu decidi investigar para saber se aquela história era verdadeira, ou não. Descobri que a Gail realmente existiu, e que ela e os pais dela sumiram no verão de 93, e que 7 meses após o seus sumiços, seus corpos foram encontrados perto de sua casa. Resta-me saber se a história com a qual sonhei, que a Gail me contou, é real ou não.

Eu escolhi acreditar e você?”





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